O Município de Braga chegou ao final do primeiro semestre de 2026 com a melhor taxa de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) entre os municípios portugueses de grande dimensão.
No final de junho deste ano, a maior economia do Minho tinha executado 65 por cento do financiamento contratado no âmbito do PRR, execução que quase duplica os valores apontados pela entidade gestora do Plano de Recuperação e Resiliência para o município de Vila Nova de Gaia, que registou a taxa de execução mais baixa entre os 24 concelhos do país com mais de 100 mil habitantes. No mesmo período, a taxa de execução nacional do PRR estava nos 60 por cento dos investimentos aprovados, o que também sinaliza uma maior capacidade de execução do concelho de Braga face à média do país.
O concelho de Braga chegou ao final de junho deste ano com investimentos pagos pelo PRR no valor de 268 milhões e 400 mil euros, montante que corresponde a 65 por cento dos investimentos totais de 415,6 milhões de euros que foram validados pela entidade gestora do PRR.
Vila Nova de Gaia tinha, no mesmo período, uma taxa de pagamentos de 38 por cento, o que corresponde a um montante de 123,9 milhões de euros investidos face aos 323,6 milhões de euros de investimento aprovado no âmbito do PRR.
Os municípios de Lisboa e do Porto estavam também bem atrás de Braga. A execução da capital do país no final do primeiro semestre deste ano era de 58 por cento, o que lhe permitiu receber 1632 milhões de euros dos 2945 milhões contratualizados.
Já o município do Porto chegou ao final de junho deste ano com uma execução de 57 por cento. recebeu do PRR 875 milhões de euros opor conta dos 1547 milhões de euros contratados para investimentos.
Os concelhos de Almada, Gondomar e de Vila Franca de Xira registaram taxas de pagamento entre 46 e 48 por cento, que é também a taxa arrecadada pelo município de Barcelos, que até aio final de junho deste ano só concretizou 82,5 milhões de euros dos quase 173 milhões contratualizados com o PRR. Cascais foi o município que mais se aproximou da capacidade de execução de Braga. Chegou ao final de junho com investimentos pagos no valor de 173 milhões de euros, montante que corresponde a 64,93 por cento dos 266,43 milhões de euros contratualizados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
Os dados da entidade gestora do PRR dão ainda conta que o concelho da Amadora já executou 64 por cento dos investimentos contratualizados, enquanto que Coimbra ficou pelos 55 por cento. O Funchal tem pagamentos de 52 por cento; a Maia de 55 por cento do investimento contratado; enquanto que Leiria regista uma taxa de pagamentos de 57 por cento. Loures está nos 55 por cento, assim como a Maia.
Matosinhos já recebeu 64 por cento da verba contratada, Odivelas 52 por cento e Oeiras 60 por cento. Santa Maria da Feira recebeu 59 por cento, o Seixal 60 por cento, Setúbal 55 por cento e Sintra recebeu 53 por cento do investimento previsto. Já Famalicão recebeu 55 por cento do investimento contratado.
Créditos da imagem: © Câmara Municipal de Braga